quarta-feira, 15 de junho de 2016

SOLICITAÇÃO DE DESLIGAMENTO

ERINHO VIEIRA FERREIRA, brasileiro, casado, Ministro Eclesiástico, Membro da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil sob o numero de registro 78404; membro da COMADEMG - Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Minas Gerais, sob o número de registro 01.525; e filiado à Assembleia de Deus Ministério de Teófilo Otoni-MG, sob o cargo eclesiástico de pastor; vem, com base no dispositivo constitucional que garante a liberdade do cidadão, preconizando no seu art. 5º, XX, “que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado”; em atendimento ao disposto no art. 7º inciso IV do Estatuto Social da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil e seus demais artigos, em termos pacíficos, requerer seja realizada a:

NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL para fins específicos de PEDIDO DE DESLIGAMENTO da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Minas Gerais e da Assembleia de Deus Ministério de Teófilo Otoni; a sua Mesa Diretora e seu mui digno Presidente - Pr. Valdivino Eugênio da Silva, com fulcro nas razões de direito que passa a expor:

1. Completam na data supracitada, exatos 2 anos e 5 meses que foi recebido por esse honrado ministério, que o convidou para desempenhar a obra missionária no Vale do Jequitinhonha, cujo alvo primordial é a salvação de almas, que precisam ser amadas, cuidadas e protegida de lobos ferozes, edificando-as em Cristo Jesus;

2. Enquanto pertenceu ao ministério, procurou honrá-lo, defendendo de quaisquer injúrias e servindo com fidelidade, sinceridade, coragem, dignidade e, acima de tudo, com muito amor; Sem jamais gerar qualquer tipo de escândalo ou manchas ou eximir-se das responsabilidades ou deveres a ele impostos.

3. No decorrer dessa marcante trajetória, passou por muitos aprendizados que marcaram a sua vida, ministério e família. Teve experiências que o acompanharão para sempre como verdadeiras lições de vida. Fruto, obviamente, da bondade de Deus e da confiança do seu mentor, pr Gilvan Silva Souza, e de seu presidente, pr Valdivino Eugênio da Silva.

É notável, pelo os fulcros introdutórios, que sua decisão, não é de ordem institucional, mas é movida por princípios e legados aprendidos dentro das Sagradas Escrituras e desenvolvidos com a prática pastoral. Uma vez que, durante todo esse tempo juntos, só lhe restam boas e salutares recordações.

No entanto, considerando que:
• Os fatos ocorridos nos últimos dias tornaram a sua permanência nesse elevadíssimo ministério insustentável.
• Entendendo que o setor do ministério em Machacalis-MG, sob os seus cuidados, tendo congregações em Machacalis-MG, Bertópolis-MG, Umburatiba-MG e Santa Helena de Minas-MG, sendo as quatro igrejas em salões alugados, estão na região eclesiástica da Assembleia de Deus Missão Ministério de Águas Formosas. O que é vetado pelo o artigo 9º incisos I e II do Estatuto Social da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Mas, que também não foi ele quem iniciou estes trabalhos, mas que já os recebeu em andamento e com quase 100 crentes congregando. E que só veio a assumir este setor por estar servindo ao ministério que o transferiu para ele, tendo a ciência que o presidente da Assembleia de Deus Missão de Águas Formosas deu a devida autorização para que estes trabalhos fossem abertos por este ministério.
• Ao chegar aqui, sonhando com um crescimento e avivamento prometido por Deus, trabalhou com afinco e determinação para pastorear as ovelhas que lhe foi confiado, evangelizando e ganhando muitas outras almas para o Reino de Deus, que não tem placa ministerial, ao ponto de o setor ultrapassar a casa dos 130 crentes (membros e congregados) dentro de um ano e meio.
• Mas, que foi surpreendido com a decisão do ministério em desistir destas igrejas e ovelhas tão amadas e defendidas por este pastor, entregando-as para a Assembleia de Deus Missão Ministério de Águas Formosas, para que ela possa continuar cuidando delas. Porém, ao informar às ovelhas que elas continuariam sendo pastoreadas por esse outro ministério, todas elas foram unânimes em rejeitá-lo, principalmente porque ele não está disposto a manter as igrejas abertas, para que todos possam continuar congregando no mesmo lugar juntos, como uma família, com identidade própria.
• Desde o dia que as ovelhas foram informadas da reunião de transição de ministério, marcada para o dia 10 passado, entraram em desespero e começaram a falar em se dispersar. Umas, falavam em congregar em outras igrejas, outras falavam em ficar em casa, que é um passo para se afastar do evangelho, mas nenhuma delas aceitava ser remanejada para os templos do outro ministério.
• Sempre acreditou que estes trabalhos tiveram a aprovação de Deus e o seu auxílio para o crescimento sonhado. Pelo o contrário, não estaria trabalhando em uma obra que não fosse da vontade soberana do Eterno Deus. E também não consegue conceber a ideia de uma igreja em pleno crescimento, tanto espiritual quanto em número, tenha o aval de Deus para ser fechada da noite para o dia, seja qual for os motivos ministeriais. Pois, toda vida acreditou que Deus não fecha igreja, mas a faz crescer e prosperar. Por outro lado, o diabo sempre lutou para fechar as portas da igreja do Senhor Jesus. Por esta razão, lutou com todas as suas forças no dia da reunião, para convencer a Assembleia de Deus Missão Ministério de Águas Formosas a dar continuidade ao trabalho e manter os salões abertos, a fim de evitar que as ovelhas se dispersassem. Porém, todo o seu esforço foi em vão, pois o ministério estava irredutível em sua decisão de não manter os trabalhos, mas, queriam, a qualquer custo, remanejar todos os crentes para os seus templos.
• Fortemente alicerçado nos princípios das Sagradas Escrituras, que um verdadeiro pastor ama as suas ovelhas mais do que a si mesmo, ao ponto de dar a sua vida por elas e jamais as abandona (Jo 10.11) e que Deus irá cobrar de cada pastor que agir de forma a dispersar as ovelhas (Jr 23.1, Ez 34.2), entende que, se abandonar tantas ovelhas aflitas e desesperadas, não passa de um mercenário que não tem cuidado das ovelhas (Jo 10.13). Portanto, por amor incondicional às ovelhas, resolve renunciar todos os privilégios do ministério e das convenções, estadual e geral. Sabendo que, não terá como continuar cuidando e protegendo estas ovelhas, a fim de não as deixar dispersar, pertencendo a esses órgãos que tanto ama também, mas que o amor às ovelhas fala mais alto.

Sendo assim e por todo o exposto, considerando que é direito de qualquer dos membros da CGADB, COMADEMG e Assembleia de Deus Ministério de Teófilo Otoni, pedirem o seu desligamento venho, pelo presente instrumento, na melhor forma de direito:

• Requerer meu desligamento da CGADB,
• Requerer meu desligamento da COMADEMG,
• Requerer meu desligamento da Assembleia de Deus Ministério de Teófilo Otoni,
• Requerer à Mesa Diretora da CGADB que proceda, através de Resolução a ser publicada no Boletim Reservado, a homologação de meu desligamento; (Art. 30, inc. IV Estatuto da CGADB).

Termos em que,
Pede Deferimento.

Machacalis-MG, 14 de Junho de 2016


Erinho Vieira Ferreira



OBS: Com os fins de serem resguardados os direitos legais imanentes da referida decisão do requerente, uma cópia deste documento foi protocolada às 10h03min do dia 15 de junho de 2016, na Igreja Assembleia de Deus Ministério de Teófilo Otoni-MG, na rua Engenheiro Argolo, 134, centro, Teófilo Otoni/MG, e também publicada no seu blog pessoal: http://averdadequeliberta1.blogspot.com.br/

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O LADRÃO QUE FOI PARA O PARAÍSO



É muito comum ouvirmos críticas acerca de pessoas que eram marginais, ladrões, assaltantes, homicidas, etc. E depois correram para a igreja e viraram crentes. Agora, elas abrem a boca com toda ousadia e dizem: "Estou salvo, Cristo me salvou!".
Esse é um tipo de testemunho que incomoda as pessoas que nunca fizeram nenhum tipo de atrocidade, são cidadãos de bem e não se consideram salvos. Então, eles acham um absurdo uma pessoa que era marginal até pouco tempo, fazer uma declaração tão ousada como esta. Geralmente se duvida que Jesus possa salvar pessoas que já praticaram tanta maldade. Por ignorância, as pessoas acabam pensando que a salvação é meritória.
Se assim o fosse, como ficaria a situação do ladrão da cruz? Ele passou a sua vida inteira roubando e praticando maldades terríveis e, quando já estava pregado na cruz, condenação aplicada na época para os maiores criminosos, ele faz o seu último pedido ao Cristo crucificado, que ele reconhecia que era o Rei inocente: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” (Lc 23.42). Então Jesus, como resposta, lhe faz uma promessa: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23.43). Você já imaginou quantas casas foram arrombadas e saqueadas por ele? Quantos cidadãos honestos foram prejudicados? Quantas crianças indefesas devem ter ficado com fome, porque ele subtraiu os poucos recursos de seus pais? Quanto sangue inocente ele deve ter derramado? Como pode Cristo prometer que aquele marginal estaria com o Salvador no paraíso, naquele mesmo dia? Só porque ele fez um pedido, todo o passado tenebroso foi apagado e esquecido? Não seria injustiça de Deus beneficiar um criminoso como este com a vida eterna, enquanto condena pessoas de bem ao inferno?
Veja, se a salvação fosse dada por meio das nossas boas obras, como uma recompensa de todo o bem que fizemos aos outros, não haveria necessidade de Jesus deixar toda a sua glória junto ao pai e descer para a terra; se encarnar e habitar em forma humana entre os homens (Jo 1.14), se rebaixando ao ponto de se tornar menor do que os anjos (Sl 8.5; Hb 2.7,9); experimentar as nossas fraquezas e limitações (Hb 4.15); ser traído por aquele que lhe era íntimo e de sua confiança (Sl 41.9); ser negado três vezes pelo discípulo mais corajoso; ser humilhado, desprezado, vituperado; levar chicotadas com pedaços de ossos na ponta do chicote do carrasco, que saiam arrancando pedaços de carne das costas do inocente Cordeiro; levar murros e tapas no rosto ensanguentado pela coroa de espinhos que lhe feriam a fronte; ser golpeado na cabeça com uma vara, cuspido e zombado; ser forçado a carregar uma cruz pesada até o lugar da sua crucificação, quando já não tinha mais forças, pela a horrenda judiação durante toda a noite; ter as suas mãos e os seus pés cravados no madeiro, com pregos pontiagudos e penetrantes, que geravam dores profundas no seu corpo abatido; ter recebido vinagre em lugar de água, quando a sede mais apertava e ressecava a sua garganta; ter a sua carne traspassada por uma lança que derramou as últimas gotas de seu sangue purificador. Tudo isso seria em vão, se a salvação fosse meritória.
Assim, não precisaríamos do “Cordeiro, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Porém, seriam os nossos méritos, a causa de nossa salvação. No entanto, o apóstolo Paulo diz que “não vem pelas obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9). Mas é pela graça, mediante a fé. E graça significa FAVOR IMERECIDO. Pois, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). De forma que nenhum de nós mereceu a vida eterna, mas se reconhecermos os nossos pecados, confessando-os, e pedirmos a Cristo para nos salvar, seremos salvos e “justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24).
Como foi dito, todos pecaram e não existe ser humano justo ao ponto de merecer a bondade de Deus. Dessa forma, por mais que alguém seja bom e justo, do ponto de vista humano, ainda assim é condenável diante de Deus, pois “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens” (Rm 5:12). De forma que “uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens” (Rm 5:16). O profeta Isaías chega a dizer que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is 64:6).
Com isso, as obras boas e justas que os cidadãos de bem fazem são como uma torta deliciosa, feita por um leproso e colocada sobre as mãos em chagas vivas. Você teria coragem de comer? Certamente que não! Dessa forma as justiças de um pecador.
Diante disso, a única forma de alcançar a salvação é através do reconhecimento e arrependimento profundo e sincero de seus pecados (Mt 3:2; Mc 1:15; At 2:38), crendo em Jesus como o Filho de Deus e o Cordeiro que tira o pecado do mundo. De forma que não existe injustiça da parte de Deus em salvar um criminoso arrependido e condenar um cidadão que não reconhece o seu estado miserável de pecado. “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé".” (Rm 1:17).
E aqui está um paradoxo. Pessoas que nunca andaram na marginalidade, não alcançarão a salvação e serão condenadas ao inferno. E pessoas que passaram as suas vidas inteiras praticando maldades, serão salvas. As primeiras nunca reconheceram os seus pecados e, consequentemente, nunca buscaram a remissão deles. Já os últimos sempre souberam que eram pecadores, merecedores do inferno, mas conheceram o Cordeiro que tira o pecado do mundo e recorreram a Ele. Muitas vezes, no último instante de suas vidas, mas ainda em tempo oportuno de se arrependerem de todos os seus pecados e os confessarem ao Cristo.
Certa vez, Jesus foi criticado por comer com pecadores e cobradores de impostos.  Um cobrador de imposto, que era chamado de publicano, era considerado ladrão, pela a natureza do seu trabalho. Jesus não só comeu com os publicanos, mas também escolheu a Mateus, o publicano, para ser um de seus apóstolos. E essa atitude gerou polêmica por parte dos judeus religiosos, que achavam um absurdo. Jesus, escutando as suas murmurações, dá uma resposta que é a chave para o entendimento de toda esta problemática: “não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes(Mt 9:12). Os fariseus, religiosos, se consideravam justos e santos e, por isso, merecedores do Messias, perderam a salvação por já se considerarem dignos.
De forma que, se alguém pensa que vai ser salvo porque pratica o bem e tem uma vida religiosa, está redondamente enganado e, certamente, perdido.
Porém, se você já reconheceu o seu estado miserável de pecado e recorreu a Jesus para te limpar de toda a iniquidade, então não tenha medo de dizer: "Estou salvo, Cristo me salvou!". Pois, quem te garante é o próprio Salvador: "... Estarás comigo no paraíso".
Portanto, fazer este tipo de declaração, não é ser prepotente ou se considerar melhor e mais santo do que os demais, mas é uma questão de acreditar fielmente no poder do evangelho e na promessa feita: “porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr 31:34).
 Se alguém ainda não tem esta certeza, certamente está faltando-lhe a fé que conduz o pecador a uma verdadeira conversão e entrega total de sua vida ao Salvador Jesus. O ladrão acreditou em Jesus e na sua promessa e foi para o paraíso, e você? Consegue abrir a sua boca e dizer: “Estou salvo, Cristo me salvou”?

Por: Pr Erinho Vieira Ferreira
Pastor da AD em Machacalis-MG (campo de Teófilo Otoni-MG).